domingo, 10 de outubro de 2010

Já não se faz música como antigamente

Na atualidade, toda vez que escuto programas de rádio ou TV, vemos CDs ou DVDs à venda pelas lojas ou ruas na minha cidade (só como amostra), percebo como os valores musicais se perderam. Salvo raríssimas exceções, oriundas do ramo sertanejo ou pop internacional, esses grandes sucessos do momento têm como ponto chave a cachaça, a prostituição (para não dizer o que se fala realmente na letra da composição), as drogas e tudo o que você imaginar de imoral.

Se essas músicas estivessem conscientizando a não beber, fumar ou "vender" o corpo, seriam espetaculares. O grande problema é a maneira como escreve-se a "obra", seu conteúdo e o incentivo a tais malefícios (bebida alcoólica, fornicação ou fumo), implícito ou explícito. Aqui no Nordeste, as bandas de forró metalizado mais populares, em especial para a juventude, adotaram canções com estímulos ao consumo desenfreado de cerveja, cachaça e outras bebidas alcoólicas, adotando a estas alguns apelidos "carinhosos, de muito bom grado". Ficam sem espaço as boas músicas da MPB, rock, sertanejo e clássico, apenas por ser uma convenção para a maioria dos adolescentes que esses gêneros são caretas, não têm agito, algo bastante comum nessa fase da vida.

Levo em conta, para fazer essa crítica toda, o baixo nível de grande parte desses hits atuais. Além do conjunto de males que citei antes, um bom bocado já começa a apresentar os famosos palavrões, a linguagem de calão mínimo. Penso assim: do jeito que as músicas de hoje são compostas, o tipo usado de escrita serve apenas para arrematar a falta de vergonha e de opção desses autores e intérpretes.

Não que eu seja um ultrapassado, careta, museu, que só gosta de coisa antiga. Afinal, sou adolescente e gosto muito de novidade. Porém, desculpem-me o termo, mas ao ouvir essas porcarias de hoje, começo a refletir: Ah, se os conteúdos musicais da época da Ditadura Militar voltassem para os nossos dias!

Só para terminar, uma frase velha, mas que vem a calhar para o assunto e para a época, com a devida adaptação que empresta o nome para o título - Já não se faz música como antes!

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